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Cannabis, cachorros e (co)evolução

Atualizado: Set 4

A Cannabis, assim como todo ser vivo, tem uma origem evolutiva. O fato evolutivo foi questionado por diversos autores ao longo da história, mas hoje o consideramos um fato e tentamos entender um pouco melhor como ele funciona e funcionou. Se quiser entender um pouquinho mais sobre, sugerimos os livros Evolução, do Ridley e Genética de populações e teoria microevolutiva, do Templeton. Mas também pode mandar mensagem no nosso whats que a gente bate um papo sobre.


Dentro do fato evolutivo, existem diversos processos. Um deles é a coevolução, muito importante pra gente entender porque a Cannabis foi "feita". Muuuuuito superficialmente, a coevolução é o processo em que há uma força de seleção que permite que quem está mais adaptado às mudanças de outra(s) espécie(s) sobreviva, acontece mais ou menos assim:


Os seres vivos estão em mutação (sofrendo mudanças) quase o tempo todo, e as mutações são perceptíveis na prole (nos filhos).

->Uma planta apresenta uma mutação em suas células reprodutivas, e seus filhos nascem com mais espinhos do que ela.

-> Muitos animais que se alimentavam dessa espécie de planta deixam de comer ela porque não suportam a nova quantidade de espinhos dos filhos, e esses filhos crescem fortes e saudáveis.

->Uma das espécies de animais que comiam essa espécie de planta, também tem filhos, e alguns apresentam uma característica que os faz serem mais resistentes a espinhos, enquanto outros são mais sensíveis.

-> Os mais sensíveis aos espinhos morrem de fome, sobrevivendo apenas os mais resistentes.

-> Esses filhos que sobreviveram, mais resistentes a espinhos, continuam a comer esse espécie, e se tornam bem fortes. Essa característica de resistência é passada aos seus filhos, que também comem a planta com espinhos sem grandes problemas.

-> A planta com espinhos continua apresentando pequenas mudanças a cada geração, e só os animais que apresentam resistência a essas mudanças são capazes de continuar se alimentando dela. Por consequência, eles podem deixar de conseguir comer outras coisas.


É quase como se a cada ano o frio ficasse mais intenso e só sobrevivesse quem inventasse a blusa mais quentinha, e se para o frio continuar existindo ele precisasse ser mais frio que a nossa blusa mais quentinha.


É no lugar dos espinhos das plantas que a Cannabis e muuuuuuitas outras plantas têm tricomas e desenvolve substâncias intoxicantes, como uma forma de evitar de ser comida por alguns animais.


Esses tricomas e essas substâncias que podem ser tóxicas para outros animais, foi muito apreciada por nós, humanos, em algum momento. Essa apreciação fez com que a gente domesticasse essa planta.


Sim, é igual com os cachorros: lobos foram se tornando interessantes e se interessando por grupos de humanos, e alguns cruzamentos entre os lobos mais dóceis deu origem aos cães, que sendo cruzados de acordo com características específicas deram origem a diferentes raças, com diferentes tamanhos, formatos e comportamentos. Assim como existem cães de guarda, existem cães "babás" para crianças. Todos são cães, mas cada um serve pra uma coisa de acordo com as características selecionadas.


Pra quem já estudou um pouquinho sobre Cannabis, já se deparou com o termo "cepas" ou "linhagens", que são um pouquinho parecidas com as "raças" dos cachorros: são bem diferentes entre si, mas ainda são da mesma espécie. Essas linhagens são os frutos da seleção artificial da Cannabis: a gente escolhe uma característica que a gente quer, encontra duas plantas que têm essa característica, cruza elas e muito provavelmente os filhos também vão ter.


Hoje é possível ter acesso a exsicatas digitais: fotos de um material científico (as exsicatas) que consistem na colagem e identificação de plantas (dá uma olhadinha na última página do TCC da Maria Elliamary), essa exsicata, de 1995, já é beeeeem diferente das plantinhas que a gente vê hoje na internet: plantas selecionadas artificialmente pra produzirem buds (que apesar da gente chamar de flores, são inflorescências) gigantescos, serem cheeeeeios de folhas e principalmente: resistirem a intempéries e sobreviverem com luzes e nutrição artificial. Essa é uma forma de percebermos um pouquinho de como as nossas escolhas e preferências refletem nas plantas que consumimos. As frutas no mercado são cada vez maiores e mais doces, as raças de cachorro são cada vez mais dóceis aos humanos e as Cannabis são cada vez mais adequadas a alguns fins específicos.


A finalidade de cada linhagem de Cannabis é papo pra outro post, mas lembrem que a legislação de países que permitem o cultivo de Cannabis medicinal têm uma dosagem aceita de cada um dos compostos, e essa seleção de dosagem antes das plantas nascerem só é possível quando se faz a seleção artificial.


Consumam com consciência, reduzam danos e lembrem que o prensado não é nada seguro (lave o pren). Prefira flores e prefiram plantar.



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